Com o sentido de troca de virtudes, talentos ou entretenimentos, este blog tem a intenção de incentivar a troca entre amigos de coisas interessantes, meios de expressão sejam palavras, fotos, vídeos, informações...
Amigos e poetas,
Enviamos a programação da próxima edição do Terça Converso.
Leve um poema curto para falar nos Instantâneos e faça outro poema com o tema da semana. Aguardamos sua presença.
Caso tenha problema em visualizar o anexo, visite no Facebook as nossa páginas Terça Converso e Poesia Simplesmente PS, sempre atualizadas com a programação do sarau.
Poesia sempre, poesia cada vez mais!
Poesia Simplesmente
Há um risco de humanidade em cada escrito que erigimos. Também há uma excessividade latente em todo verso que se firma corporalmente. O poema é um corpo inteiro, dotado de ritmo, morte e transbordamento. Por esse excesso, chega às pessoas e cada uma é tocada singularmente, dançando com as palavras num ritual que entremeia tanto a arrumação de sentidos quanto a inefável invenção de destinos. (...)"
Referências
AMIGO (a), UM CONVITE ESPECIAL:
No dia 30 de maio, festejarei 30 anos de carreira,
Rua Voluntários da Pátria, 97, perto do metrô de Botafogo, Rio de Janeiro/RJ.
Seu abraço será muito bem acolhido!
Carmen Moreno
Dois poemas do livro Para Fabricar Asas:
Onde enterrar os beijos que não dei e quis?
Que luto lavará a dor do amor que não fiz?
QUEM ESTÁ VIVO?
Quem faz teu caminho, pessoa?
Algum deus plantaste nos pés,
para alargar os trilhos, benzer os asfaltos,
acalmar teus dias sem chão?
Quem chora contigo nos temporais,
quando as janelas te trancam o peito
e a vida é lenta e pesa como um navio?
Quem voa contigo nas tardes amenas,
quando uma paz orgânica te transforma em pássaro,
e nada dói ao redor de ti?
Quem faz teu caminho, pessoa?
Tens tempo para o tempo,
ou não vês a sorte que atropelas
na rigidez das metas?
Quem faz teu caminho, pessoa?
Já acordaste o amor,
ou teus gestos secam na garganta,
e teu afago é adiado até a morte?
Estás vivo, pessoa?
Sentes pulsar o teu sangue nas veias de alguém?
Tua palavra talha ou cura?
Tens um semelhante, pessoa?
ou nada de teu pode ser nosso?
Belos Beijos
"These pretty pleasures might me move,
To live with thee and be thy love." Shakespeare.
"Por estes prazeres de tanto ardor,
vou viver contigo e ser teu amor." Trad. Elvé .
Invisto em ti todo o meu tempo,
tempo que não tem preço,
tempo que voa.
Olho teu rosto e vejo em teus olhos cerrados
faíscas de luz,
ou arregalados, com um medo que seduz.
Toco em teu lábio e sinto o gosto de um beijo
que, se pudesse, não acabava nunca mais.
Abraço-te, e meus pelos se eletrizam
no contato com a relva de tua pele nua.
Tuas pernas são troncos de um Templo
que venero.
Dou-te de presente um cinto, brocado em hera.
Se por estes prazeres sentires ardor,
então, viva comigo e seja o meu amor.
na Lu A
Minha primeira namorada foi a Lua/...
da casa em que eu morava, ela subia nua,
no horizonte azul de minha juventude.
Do poema "Sonho Real" - Quases, emc.
Amor! Você está tão perto de mim
e, ainda assim, tão longe. Não perca tempo.
O tempo é tão curto, e a vida voa,
e lembre-se de tudo que eu lhe disse:
a fome que tenho de sua beleza;
a sede que tenho de seu perfume;
e os milhares de beijos pra lhe dar.
Paciente, vou esperar com ciúme.
Se um dia, ou melhor, se uma noite,
você quiser saber e provar qual
é o gosto do meu amor, então
entre. A porta está sempre toda aberta.
No escuro, tire a roupa e deite nua,
a meu lado e, sem dizer palavra,
deixe seu corpo lutar contra o meu.
Venha cavalgar sem medo e pudor.
Vamos provar que a vida vale a pena.
Depois, pegue sua roupa e saia de mansinho,
e, leve, para sempre, a lembrança de meus
carinhos.
Ode ao Átomo e ao Amor
"Vida: um acidente curioso ocorrido
num canto do Universo."
Paulo Guedes.
Nosso amor nasceu estranho como o cosmos.
No início não havia nada.
Nem espaço, nem tempo, nem vácuo.
Nada mais que um ponto – uma singularidade,
onde se concentrava toda a energia do mundo.
E ela explodiu, e explodiu, e expandiu
seus trilhões de graus, e começou a esfriar,
há mais de treze bilhões de anos atrás,
e um átomo se coagulou – era o prenúncio
de que você poderia nascer um dia.
Seu nome não era Vega nem Lira. Era Belatriz.
E a Vida começou a crescer até chegar
ao baobá, jatobá e jequitibá,
e, depois, ameixa, amora, maçã e o amor.
« Mon amour est née avec la fraischeur
du fruit vert »
"Meu amor nasceu com a doçura
de uma fruta fresca",
sazonada, e devorada antes do tempo.
Coube a mim a ventura de tê-la entre os dentes.
Ela veio cheinha de deliciosas carnes,
cabelos pretos em longas madeixas perfumadas,
seios enormes, prenhes a ser sugados,
olhos e cílios, lábios e língua,
toda pronta pra ser beijada e amada.
Zé com duas Muié
"...tomou as suas duas mulheres,
e as suas duas escravas,
com os seus onze filhos..."
Bíblia, Gêneses, 32-21.
Sei que quase todos têm uma,
mas, não sei por que é que é,
eu tenho duas muié.
Uma é madura, meio tanajura,
mas é uma gostosura de muié.
A outra é novinha, meio bobinha,
mas faz de tudo que a outra não qué.
Uma eu beijo da ponta do pé,
até chegar ao ponto que ela qué.
A outra, beijo dos cachos dos cabelos
até dentro do facho dos pelos.
Quando uma me falta,
sinto como se tivesse chupado
só a metade das laranjas do pé.
Não sei por que é que é,
mas só sei viver com
duas muié.
Cozido Muito Doido*
"Tudo que se mexe é pornográfico"
Jean Luc Godard
"...com capricho tampo
o restinho de molho na panela."
Adélia Prado.
Meta a colher de pau lá bem no fundo e mexa,
e mexa, mexa, mexa,
mas, primeiro, prepare a panela e o tempero:
use o dedo e besunte a base com barrela;
com calma, faça um molho bem molhado,
de azeite, creme e grelo de bambu.
Paciente, com a ponta da língua, experimente.
Aparte as carnes: duas coxas e costela,
linguiça com dois ovos, peito de peru.
Uma cenoura inteira, (cenoura não se pica)
lavada, descascada e temperada
co' azeite virgem, se possível, extra-virgem.
Quando o caldo estiver bem viscoso e macio,
meta a cenoura ou dente de alho grande e grosso.
It could as well be an eggplant, big a lot,
but at times it doesn't fit into the pot.
Pode também ser uma berinjela
mas, às vezes, não cabe na panela.
Aqueça "a cenoura" até ficar bem roxa.
Sinta o sabor, devagar, antes de murchar.
Ponha tudo em panela funda e em fogo brando,
junte um saco com ervas de cheirinho doce.
Se ferver, baixe o fogo e comece de novo.
Bom cozido demora mais de duas horas.
E, se estiver no ponto e a gosto, a panelada,
meta a colher de pau lá bem no fundo e mexa,
e mexa, mexa, mexa, até de madrugada.
*Poema dedicado a Elke Maravilha.
Querida Delayne: Segue, em anexo, cópia dos poemas apresentados ontem. Bjs. Elvé.
--
Elvé <elvedecastro.blogspot.com>
Poesia sempre, poesia cada vez mais!
Na próxima Terça ConVerso aguardamos sua presença. Caso tenha problema em visualizar o anexo, visite no Facebook as nossa páginas Terça Converso e Poesia Simplesmente PS, sempre atualizadas com a programação do sarau.
Poesia Simplesmente
LANÇAMENTO NO DIA 11 DE ABRIL (SEGUNDA-FEIRA)
A PARTIR DAS 19 H
NA LIVRARIA PREFÁCIO (VOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA 39, BOTAFOGO)
DE UM TREM PARA BRODOWSKI, LIVRO DE POEMAS DE MARCUS VINICIUS QUIROGA
COM IMAGENS DOS QUADROS DE PORTINARI
CONVITE EM ANEXO
LANÇAMENTO NO DIA 11 DE ABRIL (SEGUNDA-FEIRA)
A PARTIR DAS 19 H
NA LIVRARIA PREFÁCIO (VOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA 39, BOTAFOGO)
DE UM TREM PARA BRODOWSKI, LIVRO DE POEMAS DE MARCUS VINICIUS QUIROGA
COM IMAGENS DOS QUADROS DE PORTINARI
CONVITE EM ANEXO
-------- Mensagem original --------
| Assunto: | feito em casa |
|---|---|
| Data: | 04/08/2015 14:39 |
| De: | Escola do Professor <escola@sinpro-rio.org.br> |
| Para: | Marcusvpq@ig.com.br |
site referendado no Diretório Mundial de Poesia da UNESCO
Festival de Poesia Falada do Rio de Janeiro
(Prêmio Francisco Igreja)
A APPERJ - Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro convida todos os poetas a participarem do FESTIVAL DE POESIA FALADA DO RIO DE JANEIRO - PRÊMIO FRANCISCO IGREJA.
Em 2015 - ocorrendo o VIII FESTIVAL DE POESIA FALADA DO RIO DE JANEIRO
O tema do concurso é livre, sendo aceitos todos os estilos poéticos. Poderão participar poetas residentes ou não no país, de qualquer nacionalidade, exceto os diretores da APPERJ. Cada concorrente poderá enviar até três poemas inéditos, em língua portuguesa, digitados, de no máximo 30 linhas (espaços inclusive), em 3 (três) vias de cada, acompanhados da taxa de inscrição: 10 reais por poema (cópia do depósito feito em nome de APPERJ, Banco Itaú, ag. 9291, cc 15466-5, até o dia 1º de agosto de 2015, para: VIII Festival de Poesia Falada do Rio de Janeiro - Prêmio Francisco Igreja; Rua Oscarito, 61, CEP: 22743-730, Freguesia/Jacarepaguá, Rio de Janeiro/RJ, valendo como data de entrega o carimbo do correio.
O trabalho deverá ser apresentado com pseudônimo e os dados do autor deverão ser enviados em envelope lacrado, digitado (não serão aceitos poemas manuscritos), constando de: nome completo do autor; nome literário; pseudônimo; título da obra; endereço completo - CEP inclusive; telefone para contato - indicar DDD; e-mail. O envelope lacrado com os dados do autor deve ser enviado dentro do envelope maior contendo o(s) poema(s) para o concurso. Colocar como remetente, o nome Francisco Igreja e o mesmo endereço do destinatário. A identificação indevida do poeta, assim como o não atendimento a qualquer item do regulamento, acarretará na desclassificação do mesmo.
Os poemas serão julgados por literatos reconhecidos da comunidade poética brasileira, cuja decisão será irrevogável. Serão considerados na decisão: a correção da linguagem, a beleza das imagens poéticas e a originalidade com que o tema for tratado.
Premiação:
Categoria Única - serão selecionados os 20 melhores textos, cujos autores receberão certificado de Menção Honrosa e prêmios no valor de mil reais, assim distribuídos: 1° lugar: R$400,00; 2° lugar: R$300,00; 3° lugar: R$200,00 e melhor intérprete: R$100,00.
O poeta 1° lugar em texto receberá o Prêmio Francisco Igreja, que constará de: além do prêmio em dinheiro; publicação sem ônus na coletânea PERFIL e medalha Francisco Igreja.
Ao apperjiano mais bem classificado dentre todos os concorrentes selecionados ou não (e em dia com a Tesouraria da associação), será oferecido certificado, o Troféu Francisco Igreja e medalha Francisco Igreja, sendo seu poema publicado graciosamente – sem ônus, na Coletânea PERFIL.
Haverá, ainda, prêmio especial comemorando os 450 anos de Rio de Janeiro, para os poetas que enviarem poemas com tema sobre a cidade do Rio de Janeiro, selecionados ou não, E QUE ESPECIFICAREM NA INSCRIÇÃO tal intenção. O prêmio constará de: certificado de melhor texto sobre o Rio de Janeiro; medalha Francisco Igreja 450 anos de Rio de Janeiro; poema publicado no site da APPERJ.
A seleção dos poemas será feita por associados, especialmente, convidados para este mister. A classificação dos poemas selecionados será feita por júri presente ao evento que, também, considerará a oralidade na seleção do melhor intérprete (tempo máximo de apresentação de 10 minutos, a ultrapassagem do tempo estimado acarretará em desclassificação). Concorrerão todos os intérpretes, autores ou não. Os poemas selecionados para a cerimônia de premiação serão publicados no site da APPERJ e no site da OFICINA Editores (apoio cultural).
O encerramento do concurso acontecerá dia 25 de setembro de 2015 (6ª feira), a partir das 17h, no Auditório Machado de Assis, da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Pedimos a todos os concorrentes, que indiquem a intenção de comparecer ao encerramento ou o nome de um poeta carioca que possa representá-lo. A Diretoria da APPERJ garante, antecipadamente, a apresentação dos poemas selecionados, durante a festa de encerramento.
Outras informações pelos tel.: Sérgio Gerônimo (21) 3328-4863 e Glenda Maier (21) 3392-2576.
Apoio cultural: www.oficinaeditores.com.br
Site referendado no Diretório Mundial de Poesia da UNESCO
Concurso de Poemas Jackson Sala | |||||||
Visualizado por Yahoo | |||||||